Jocélio e suas amigas
Por Josélio Fraga
Olá,
pessoal, meu nome é Jocélio Fraga, estudo no 1º 01 do Ensino Médio na Escola de Educação Básica Orlando Bertoli e eu gostaria muito de compartilhar a minha
história de vida com vocês. Minha intenção é mostrar a importância da adoção e
o poder do amor.
Muitos têm uma história de vida
perfeita, nasceram, cresceram num mesmo lar e não tiveram problemas. Mas comigo
o destino foi diferente. Quando nasci,
por pouco não perdi a vida. Na verdade poderia estar morto se não fosse a
caridade de uma mulher. Meus pais biológicos não queriam cuidar de mim. Eu era
fraco, sensível, não conseguia nem piscar.
Não ficava em pé de jeito nenhum. Até que um dia, uma mulher viu o meu
estado. Conversou com minha mãe que confessou que não tinha mais condições de
cuidar de mim e que iriam me deixar morrer mesmo, doente, sem remédios, sem
cuidados necessários.
Essa mesma mulher foi embora e dias depois o Conselho
Tutelar bateu em minha casa. Levaram-me embora, pois eles não conseguiam me
criar. A mesma mulher que denunciou o caso, acabou ficando comigo. Deu-me banho,
tirou toda a sujeira que eu tinha porque na casa dos meus pais eles me deixavam
jogado no chão. Levaram-me ao médico. Fiz cirurgia no ouvido, pois eu tinha
objetos dentro e tive o tímpano perfurado. Tanto que até hoje preciso tomar
muito cuidado para não ter infecções. Não posso frequentar piscina, poder eu
posso, mas eu não posso mergulhar porque se entrar água no meu ouvido, infecciona.
Mas, continuando minha história, fui alimentado e eu não
conseguia segurar nem uma coisa porque eu era muito frágil. Depois de um tempo,
voltei a ficar sem família, pois essa mulher que me cuidou também não tinha
condições porque já tinha quatro filhos. Uma amiga dela aceitou cuidar de mim. Quando
ela me pegou no colo, chamei-a de vó e chamo até hoje. Ela e seu marido, que eu
chamava de vô, me levavam para a creche. Mas eles resolveram tirar porque eu
chorava muito. Sempre passeava com a minha vó, até que um dia paramos em uma
casa, na amiga da minha vó. E foi aí que conheci minha mãe de coração ou minha
segunda mãe. Ela me amou desde o primeiro dia que me viu. Pediu para a minha vó
para ajudar a cuidar de mim. Ela tinha uma loja e chegou a passar o comando do
comércio para outra pessoa só para se dedicar a mim. Minha mãe me cuidou muito
até que o tempo foi passando, fui crescendo e comecei a ajudar na loja. Andava
de motoca pelo comércio, enfim, eu estava muito melhor, um menino feliz e saudável.
Um dia, conheci minha verdadeira mãe e meus irmãos de
sangue. Ficamos melhores amigos, com algumas briguinhas de vez em quando.
Só tenho que agradecer a primeira mulher que me tirou de
lá, pois salvou minha vida. E agradeço a minha vó, a segunda mulher que me deu
um lar e agradeço a minha mãe de coração e quero dizer que a amo muito, como um
filho ama uma mãe. Toda vez que eu conto a minha história, alguém acaba
chorando, mas eu digo que só tenho motivos para sorrir. Tenho que dar muito
valor aos que me ajudaram. Há, eu perdi meu avô, fiquei muito triste, aquele homem que me deu o segundo lar. Bom, se
eu não me engano eu tenho: duas mães, um pai, três avós e não sei quantos irmãos, mas
deve chegar a 16. Minha família é grande, mas consigo conviver bem.
Sou um aluno esforçado e tenho muitos amigos. Adoro a companhia
das minhas amigas Vanessa e Suelen. Com elas, aprendi o valor da verdadeira
amizade. Então, pessoal, essa é a minha
história.
Uma grande abraço.
Jocélio


Linda história. Uma realidade que emociona.
ResponderExcluirLinda história. Uma realidade que emociona.
ResponderExcluirQue lição de vida!
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